Curitiba e o tempo

Neste trabalho, escolhi um fenômeno que para mim era desconhecido e tentei torná-lo familiar. Todavia, não se trata exatamente de uma situação muito espetacular. Na verdade, é até algo bem simples. Porém, a questão mais importante a ser trazida nesta atividade que aqui realizo é realmente a aplicação da metodologia da pesquisa antropológica. Nesse sentido, inicio com uma pequena reflexão sobre o tipo de pesquisa que realizei.

Fiz essa pequena brincadeira com emojis para me referir à dificuldade prática de determinar a natureza da minha investigação. De fato, embora tenha pesquisado dentro do meu próprio país, o que é próprio da pesquisa dita "do familiar", identifico em minha investigação vários elementos de uma pesquisa do exótico. Com efeito, o Brasil é um país continental e, mesmo que em alguns aspectos a cultura curitibana não seja tão diferente da minha, em vários outros ela é. Em outras palavras: embora brasileiro ainda seja brasileiro, vivendo em Curitiba ou em Natal, é inegável que em cada um desses lugares as pessoas possuem costumes próprios, com especificidades individuais.

Os curitibanos possuem o costume peculiar de prestar muita atenção ao tempo, pelo menos mais do que eu estava acostumado a ver em outros lugares do Brasil. Antes daqui, já tive a oportunidade de morar em alguns lugares no norte e nordeste do país. Todavia, nunca vi pessoas tão atentas ao clima quanto na capital paranaense. A atenção é tão grande que a cidade possui vários termômetros públicos, coisa que nunca vi em nenhum outro lugar.


Em Curitiba a temperatura varia muito, enquanto nos outros estados que mencionei a temperatura é bastante estável ao longo de todo o ano. Isso explica a diferente postura das pessoas dessas regiões com relação ao tempo.


 

Comentários

  1. Gostei como vc 'estranhou' o que os Curitibanos consideram 'normal': o tempo.

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  2. Este tema me lembra um tanto o comentário de Chesterton ao costume de falar do tempo (no "O que há de errado com o mundo", II, 2)

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